Veja onde espeta a faca !
Nesse sentido, e sem qualquer especialidade académica ou profissional que sustente o meu comentário, atrevo-me a referir uma sentença de mais um crime de faca e alguidar que vem relatado no Expresso online com o título - Doze anos de prisão para a mulher que matou o marido à facada.
Segundo o acórdão, não ficou provado que a mulher “ao cravar a faca tivesse aproveitado uma distracção (do marido), não dando hipótese de defesa ou reacção”, ou que tivesse “agido a sangre frio, fora de alguma discussão”.
E mais à frente o tribunal considerou que a mulher tinha intenção de matar o marido, porque “quem não quer matar visa outra parte do corpo, como uma perna, nunca o pescoço”, onde “toda a gente sabe que passam veias, artérias vitais”.
É verdade que isto passa-se em Castro Daire, vila do concelho de Viseu, com aldeias na sua organização territorial de nomes como Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, isto é, nomes com uma etimologia profunda e a fazer crer que se encontrarão, nos púlpitos das suas igrejas, sacerdotes que propagam a sua fé (?) à base de ameaças divinas com um acervo de azeiteirismo do quilé mas, pelos vistos, a categoria dos magistrados não lhes fica atraz !
Conclui-se que em Castro Daire quem quiser cravar uma faca num inimigo não o pode fazer aproveitando uma distração deste, tem mesmo que o avisar para que ele tenha hipótese de defesa ou reacção !
Por outro lado só são admissíveis facadas nas pernas, nos dedos ou mesmo no nariz, agora no pescoço não ! É que aí passam muitas veias e artérias e isso não pode ser !!
C’os diabos ! Ser-se esfaqueador também tem a sua deontologia !